Sobre o amor
"...só aquele que permanece
inteiramente ele próprio pode, com o tempo, permanecer objeto do amor, porque só
ele é capaz de simbolizar para o outro a vida, ser sentido como tal. Assim, nada
há de mais inepto em amor do que se adaptar um ao outro, de se polir um contra o
outro, e todo esse sistema interminável de concessões mútuas... e, quanto mais
os seres chegam ao extremo do refinamento, tanto mais é funesto de se enxertar
um sobre o outro, em nome do amor, de se transformar um em parasita do outro,
quando cada um deles deve se enraizar robustamente em um solo particular, a fim
de se tornar todo um mundo para o outro." (Lou Andréas Salomé)
Escrito por Passeando no Parque às 14h51
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