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Eternidade
Hoje não estou com muita preguiça, por isso resolvi postar Nietzsche e Cecília Meireles (sim, com apenas um 'L'. O outro foi sacrificado pela própria autora. Quer saber por quê? Clica aqui).
Pois bem, o que poderia haver em comum entre esses dois autores, ou melhor, entre os textos publicados aqui? A eternidade, óbvio. Mas encarada da mesma maneira pelos dois? E, afinal de contas, o que é a eternidade? Ela existe de fato? Queremos ser eternos? Pra quê? Valeria a pena, sob o ponte de vista de Nietzsche? E sob o de Cecília?
Não dou respostas porque não as tenho. Você tem? Quer falar? Então clica aí embaixo e comenta.
Escrito por Passeando no Parque às 04h06 PM
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Mais um pouco de Cecília
Cântico II
Não sejas o de hoje. Não suspires por ontens... não queiras ser o de amanhã. Faze-te sem limites no tempo. Vê a tua vida em todas as origens. Em todas as existências. Em todas as mortes. E sabes que serás assim para sempre. Não queiras marcar a tua passagem. Ela prossegue: É a passagem que se continua. É a tua eternidade. És tu |
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Canção Mínima
No mistério do sem-fim equilibra-se um planeta.
E, no planeta, um jardim, e, no jardim, um canteiro; no canteiro uma violeta, e, sobre ela, o dia inteiro,
entre o planeta e o sem-fim, a asa de uma borboleta
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Cântico VI
Tu tens um medo: Acabar. Não vês que acaba todo o dia. Que morres no amor. Na tristeza. Na dúvida. No desejo. Que te renovas todo o dia. No amor. Na tristeza. Na dúvida. No desejo. Que és sempre outro. Que és sempre o mesmo. Que morrerás por idades imensas. Até não teres medo de morrer.
E então serás eterno. |
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Os cânticos e a canção acima foram extraídos da "Antologia Poética", Editora Record - Rio de Janeiro, 1963, págs.25, 32 e 45
Escrito por Passeando no Parque às 03h53 PM
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O Eterno Retorno - Nietzsche
"E se um dia ou uma noite um demônio se esgueirasse em tua mais solitária solidão e te dissesse: essa vida, assim como tu a vives agora e como a viveste, terá de vivê-la ainda uma vez e ainda inúmeras vezes; e não haverá nela nada de novo, cada dor e cada prazer e cada pensamento e suspiro e tudo o que há de indizivelmente pequeno e de grande em tua vida haverão de retornar, e tudo na mesma ordem e seqüência..."
Essa questão foi proposta por Nietzsche no aforismo 341, de A Gaia Ciência. Pensa nela e comenta.
Escrito por Passeando no Parque às 02h34 PM
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Meia-noite e meia. Gosto de escrever à noite - é a hora em que me sinto mais ativo. Tenho alma boêmia, confesso. Pena que nem sempre eu possa fazer isso. Se pudesse, trocava o dia pela noite, mas bancos não abrem à noite; o comércio - ou grande parte dele - também não funciona a essa hora. A vida, de um modo geral, se desenrola durante o dia, à luz do sol. Eu prefiro a luz da lua, as sombras da noite, o mistério das sombras da noite. Na época da faculdade (não concluída), depois da aula, enquanto esperava o ônibus que me levaria de volta a casa, ficava olhando os prédios a minha volta. Quantas histórias não estariam acontecendo naqueles pequenos mundos, quantos sonhos, quantas insônias. ... Quase uma da manhã. Faço uma pausa aqui. A história daquelas vidas pode esperar. As sombras da noite me trouxeram Alegria. Meu tempo agora é para ela. Como eu disse, a noite tem encantos...
Escrito por Passeando no Parque às 12h02 AM
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Mais visitas
Estou sendo visitado. Confesso que não esperava por isso. É gostoso entrar aqui e ler os comentários de vocês. Um diálogo de "desconhecidos". Melzinha, coloquei um link para o teu blog, espero que não se importe. Gostei do que você escreve. Sobre como descobri o teu quintal: ele estava indicado nos melhores do UOL. Achei o título interessante e entrei.
Obrigado a vocês, por suas visitas. Serão sempre bem-vindos.
Escrito por Passeando no Parque às 03h25 PM
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Segue o teu destino (Ricardo Reis)
Segue o teu destino, rega as tuas plantas, ama as tuas rosas. O resto é a sombra de árvores alheias. A realidade sempre é mais ou menos do que nós queremos. Só nós somos sempre iguais a nós-próprios. Suave é viver só. Grande e nobre é sempre viver simplesmente. Deixa a dor nas aras como ex-voto aos deuses. Vê de longe a vida. Nunca a interrogues. Ela nada pode dizer-te. A resposta está além dos deuses. Mas serenamente imita o Olimpo no teu coração. Os deuses são deuses porque não se pensam.
Escrito por Passeando no Parque às 09h34 AM
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Tô com preguiça de escrever
Este blog já tá parecendo um site de literatura. É que ando com preguiça de escrever e até de pensar.
Então aproveito o que já foi escrito - por gente muito mais competente que eu - para expressar algumas das minhas idéias. Quando a fase preguiçosa acabar, volto a escrever.
Se bem que não faz muita diferença. Só há 3 pessoas que visitam este blog, duas das quais já deixaram comentários: Alegria e Aldinha. Agradeço a elas pelas visitas. A outra pessoa, bem, sou eu mesmo.
Chega! Pra quem tá com preguiça, já falei demais.
Até.
Escrito por Passeando no Parque às 06h15 PM
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Riscos - Goethe
Do que adianta você ter esta alma colada aos ossos dessa carne errada ? Sem o risco, a vida não vale a pena. Se você não quiser arriscar, não comece. Isso quer dizer: se você arriscar, perder namorada, esposa, filhos, emprego, a cabeça, e até a alma. Mas é sempre melhor isso do que olhar pra todas essas outras pessoas que nunca acertam porque nunca se propõe ao risco.
Escrito por Passeando no Parque às 06h09 PM
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Goethe - Adaptação de Antônio Abujamra
Eu sou Mephistópheles. Mephistópheles, o diabo. E todos vocês são Faustos. Faustos, os que vendem a alma ao diabo.
Tudo é vaidade neste mundo vão, tudo é tristeza, é pop, é nada. Quem acredita em sonhos é porque já tem a alma morta. O mal da vida cabe entre nossos braços e abraços.
Mas eu não sou o que vocês pensam. Eu não sou exatamente o que as Igrejas pensam. As Igrejas abominam-me. Deus me criou para que eu o imitasse de noite. Ele é o Sol, eu sou a Lua.
A minha luz paira sobre tudo que é fútil: margens de rios, pântanos, sombras.
Quantas vezes vocês viram passar uma figura velada, rápida, figura que lhe daria toda felicidade. Figura que te beijaria indefinidamente. Era eu. Sou eu.
Eu sou aquele que sempre procuraste e nunca poderá achar. Os problemas que atormentam os Deuses. Quantas vezes Deus me disse citando João Cabral de Melo Neto: Ai de mim, ai de mim. Quem sou eu?
Quantas vezes Deus me disse: Meu irmão, eu não sei quem eu sou.
Senhores, venham até mim, venham até mim, venham. Eu os deixarei em rodopios fascinantes, vivos nos castelos e nas trevas, e nas trevas vocês verão todo o esplendor.
De que adianta vocês viverem em casa como vocês vivem? De que adianta pagar as contas no fim do mês religiosamente, as contas de luz, gás, telefone, condomínio, IPTU?
Todos vocês são Faustos. Venham, eu os arrastarei por uma vida bem selvagem através de uma rasa e vã mediocridade, que é o que vocês merecem. As suas bem humanas insaciabilidades, terão lábios, manjares, bebidas.
É difícil encontrar quem não queira vender sua alma ao diabo.
As últimas palavras de Goethe ao morrer foram: Luz, luz, mais luz!!
Escrito por Passeando no Parque às 10h07 AM
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Um texto de Lou Andreas-Salomé
Ouse, ouse... ouse tudo!! Não tenha necessidade de nada! Não tente adequar sua vida a modelos, nem queira você mesmo ser um modelo para ninguém. Acredite: a vida lhe dará poucos presentes. Se você quer uma vida, aprenda ... a roubá-la! Ouse, ouse tudo! Seja na vida o que você é, aconteça o que acontecer. Não defenda nenhum princípio, mas algo de bem mais maravilhoso: algo que está em nós e que queima como o fogo da vida!!
Escrito por Passeando no Parque às 03h05 PM
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Nada a dizer. Vamos ler Cecília Meireles
Ciência, amor, sabedoria,
- tudo jaz muito longe, sempre...
(Imensamente fora do nosso alcance!)
Desmancha-se o átomo,
domina-se a lágrima,
vence-se o abismo;
- cai-se, porém, logo de bruços e de olhos fechados,
e é-se um pequeno segredo
sobre um grande segredo.
Tristes ainda seremos por muito tempo,
embora de uma nobre tristeza,
nós, os que o sol e a lua
todos os dias encontram,
no espelho do silêncio refletidos,
neste longo exercício de alma.
(Cecília Meireles)
Escrito por Passeando no Parque às 02h59 PM
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O Zeca, a Ambev, a Schin e a ética (assim mesmo, minúscula)
Já comecei a me irritar com esse Blog. Tava escrevendo e na hora de publicar perdi tudo. Bom, começar de novo, sem medo de ser feliz.
Acabei de visitar um blog, o Blog do Bem, e lá havia comentários sobre o assunto do momento: Zeca Pagodinho e suas cervejas maravilhosas. Éticos? Não-éticos?
Outro dia, em um grupo de amigos, foi proposta a seguinte questão: "Em qual setor da sociedade brasileira nota-se maior ausência de ética"? Resposta quase unânime e imediata: "Na política". Até aí, nada de novo. Porém vamos pensar um pouquinho. A classe política existe por si só? Não. Ela é formada de quê? De seres humanos. Assustador! As pessoas são éticas até serem "contaminadas" pelo vírus político? Pouco provável. A afirmação que me parece mais correta é que a classe política (aqui, entidade abstrata) - ou qualquer outra classe - é contaminada pelo vírus da ausência de ética, que se hospeda nas pessoas.
Zeca foi ético? Não foi? A ambev e a Schin foram éticas? Não foram? As agências de publicidade, responsáveis pelos comerciais das duas cervejarias, foram éticas? Não foram? Perguntas irrelevantes. A questão que deveria ser discutida é que o ser humano não é ético. Nunca foi. Deveríamos discutir a ausência de ética no dia-a-dia, nas coisas corriqueiras e básicas do cotidiano das pessoas comuns, pois são estas que um dia tornar-se-ão parte de alguma classe; algumas delas, qualquer dia, farão um comercial de cerveja, tornar-se-ão publicitários, políticos, médicos, empresários, etc.
Escrito por Passeando no Parque às 12h16 PM
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Primeira mensagem séria - Para uma Alma querida
Se alguém bater à tua porta...
Se alguém bater um dia à tua porta, Dizendo que é um emissário meu, Não acredites, nem que seja eu; Que o meu vaidoso orgulho não comporta Bater sequer à porta irreal do céu.
Mas se, naturalmente, e sem ouvir Alguém bater, fores a porta abrir E encontrares alguém como que à espera De ousar bater, medita um pouco. Esse era Meu emissário e eu e o que comporta O meu orgulho do que desespera. Abre a quem não bater à tua porta!
Fernando Pessoa, 5-9-1934.
Escrito por Passeando no Parque às 05h01 PM
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Pois é...
Pensei em ter um blog. Não sei se vou escrever algo sério aqui. Talvez eu só escreva besteiras. Em todo caso, vou experimentar.
Escrito por Passeando no Parque às 04h41 PM
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